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Arruda controla as três comissões montadas na Câmara Legislativa para investigar o seu governo
No primeiro dia da autoconvocação da Câmara Legislativa do Distrito Federal, os aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido) ficaram com o comando das três comissões montadas para investigar o suposto esquema de corrupção no governo local. O deputado Geraldo Naves (DEM) foi eleito para presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vai analisar a constitucionalidade dos três pedidos de impeachment contra Arruda, apontado como chefe do suposto esquema de pagamento de propina a deputados distritais em troca de apoio político. O vice-presidente é o Dr. Charles (PTB). A relatoria dos processos na CCJ ficou com Batista das Cooperativas (PRP). Formam ainda a comissão Eurides Brito (PMDB) – que aparece em um vídeo colocando suposto dinheiro de propina na bolsa -, e Chico Leite (PT), único membro da oposição. A comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre as denúncias de irregularidades no governo do Distrito Federal de janeiro de 1991 a novembro de 2009, a chamada CPI da Corrupção, será presidida por Alírio Neto (PPS), ex-secretário de Justiça de Arruda. O vice é Batista das Cooperativas (PRP). O deputado Paulo Tadeu (PT), oposição na CPI, tentou colocar em votação hoje (11) a convocação do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, denunciante do suposto esquema de propina investigado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Segundo denúncias de Durval, o dinheiro viria das empresas prestadoras de serviço ao governo local. Porém, o petista foi voto vencido e os governistas adiaram para quinta-feira (14). Ate lá, o pedido será analisado pelo relator Raimundo Ribeiro (PSDB), atual corregedor temporário da Câmara e também ex- Secretário de Justiça de Arruda. A deputada Eliana Pedrosa (DEM), ex- secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do atual governo, é outra integrante da CPI. Assim como nas demais comissões, os distritais dominam a Comissão Especial, que também analisará os processos de impeachment. Os escolhidos foram: Cristiano Araújo (PTB), Alírio Neto (PPS), Geraldo Naves (DEM), Batista das Cooperativas (PRP) e Chico Leite (PT). “É a construção para colocar toda a sujeira para debaixo do tapete. É uma manobra de Arruda”, afirmou Paulo Tadeu. A bancada do PT protocolou ainda um requerimento para o afastamento de Leonardo Prudente (sem partido) da presidência da Casa enquanto durarem as investigações e a convocação extraordinária. Prudente, flagrado em vídeo colocando dinheiro nas meias e no terno, voltou ao cargo hoje, mas evitou aparecer em público. Ele disse que vai continuar no posto, mesmo com o processo de quebra de decoro parlamentar. Em contrapartida, a base governista pede o afastamento do vice-presidente, Cabo Patrício (PT), que também responde a processo, não relacionado à Operação Caixa de Pandora. “Nesse momento de crise, a Câmara deve ser comandada por quem não responde a nenhum processo”, disse Eliana Pedrosa (DEM). Assim que a Casa reiniciou os trabalhos, manifestantes pró e contra Arruda protestaram em frente à Câmara. O policiamento foi reforçado no local para evitar tumulto e a entrada do público foi proibida.
Fonte: Agência Brasil
 
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